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Consideraçoes_sobre_comentarios

Page history last edited by PBworks 1 yr ago

 Vamos às questões matemáticas propriamente ditas.

 

** Bia ** Eu entendi que a experiência que relataste não é do teu grupo atual de trabalho, é isso? Como atribuí esse significado ao teu relato, considerei incrível a maneira como descreveste e lembraste da atividade: sinal que ela te marcou, não? Lembras de alguma discussão que tenha surgido na aplicação?

 

A atividade relatada não apenas me marcou: fazia parte de meu cotidiano escolar. Durante anos fui professora  em uma escola que tinha a clareza de trabalhar com a Matemática desde as turmas de Maternal, brincando. Jogos matemáticos, noções de rodada, regras de convivência eram metas e trabalho desde a turma dos pequenos. Quando os alunos chegavam em minha turma de Jardim B, já demonstravam muita familiariedade com jogos matemáticos e questões a eles relacionadas. A atividade foi lembrada facilmente pois era uma das muitas propostas que fazia a meus alunos com objetivo de trabalhar noções de agrupar, separar, noções de adicionar, dividir, multiplicar. Meu objetivo era proporcionar discussões a respeito de "como todo mundo ter a mesma quantidade..." , de que forma poderíamos viabilizar isso e quais as hipóteses trazidas pelas crianças.

Aproveitando a prática comum desta disciplina de questionar e, também, "ler" as hipóteses que trazemos, faço referência ao capítulo número 2 do livro A Paixão de conhecer o Mundo, de Madalena Freire: ali, no relato da visita da Galinha Genoveva e das atividades posteriores, observamos que Madalena desafia seus alunos, questiona-os e, dificilmente, dá uma imediata resposta. O processo é importante, acompanhar as diferentes hipóteses trazidas pelo aluno é fundamental.

Lembro de muitas atividades com minhas turmas. Tínhamos o hábito de utilizar o Livrão: livro de registros de atividades, fatos e visitas importantes. Muita coisa de meu passado no JB, lá está. Diferentes turmas mas, acredito, uma única convicção.

 

 

Quais as operações que trabalhaste nessa atividade que descreveste? Identificas as situações em que elas aparecem, ok? E com os teus alunos neste ano? Eles fazem atividades de agrupar objetos? Separar? Vocês falam em números? Eu gostaria de saber mais sobre o teu trabalho. Encontro mais no teu wiki pessoal, não é mesmo? Conversamos mais por lá.

 

As crianças tinham como proposta dividir o material obedecendo o critério de que todos deveriam ter a mesma quantidade. Lembro de uma das meninas tentando dividir por montes considerando o volume (montinhos mais ou menos parecidos). Embora houvesse colegas que discordavam propus que tentasse descobrir se nos montes havia a mesma quantidade. Não havia. Como faríamos? Sentamos na roda, coloquei as bandejas (4) e propus que tentássemos dividir as folhas e pedrinhas entre os quatro grupos ali representados. Ao relembrar da atividade, penso que,certamente, naquele momento poderia ter explorado bem mais, antes de lançar o desafio com as bandejas.

 

Meus alunos , em sua maioria, não conversam sobre este tema. Na realidade, do grupo apenas 2, têm condições de expressar-se com relativa lógica sobre uma atividade de agrupamento, separação. Um deles, certamente, tentaria engolir qualquer objeto utilizado para contagem . (tem histórico de engolir pedaços de cds, tampas, cordões, além de morder seus braços, mãos e outras partes do corpo. Na última semana, o acompanhei ao HPS)

Certamente, em nosso dia-a dia realizamos atividades que envolvem a matemática: Quando peço "Fulana, por favor, me alcance duas revistas , que estão na prateleira de cima" estou observando o que ela entende por revista, duas, prateleira e em cima. Verifico se esta aluna já consegue chegar a um nivel de complexidade que permita que identifique esses objetos, sua posição, a quantidade e, principalmente, se consegue atender a essa solicitação. Não há em minha turma, com os alunos que a compõe, a intencionalidade de trabalhar questões envolvendo operações matemáticas, por exemplo. Antes disso, é preciso que cada aluno consiga se reconhecer, trabalhar seu corpo, sua motricidade, as AVDs, que consigam folhear uma revista, um livro (sem rasgar ou mastigar)...é preciso se socializar. Tenho a certeza de que, com o tempo, alguns progressos e acréscimos serão feitos. Saliento que o tempo, em uma escola de alunos com Transtornos Globais de Desenvolvimento é diferente do tempo de uma escola regular, por exemplo.  Os objetivos, também.

 

Nos semestres anteriores, a Disciplina Seminário Integrador possibilitou que, no wiki, contássemos um pouco de nossa realidade, em nossas escolas. No side bar , os links convidam ao acesso.

 

                       

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